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CAIXINHA
É uma palavra tão simpática, né? Para mim não só representa algo de bom, mas ao mesmo tempo misteriosa. Como por exemplo: - “caixinha de bom parecer, que nenhum carpinteiro consegue fazer”. Sempre com conotação carinhosa. Caixinha da escola, caixinha dos funcionários, caixinha disso, caixinha daquilo.
Certa vez li numa revista um conto sobre uma velhinha que deixou como herança, uma caixinha que ela guardava as “sete chaves” e que despertava curiosidade da netinha, pois dizia-lhe que ali havia um tesouro. Porém ao abri-la anos mais tarde, a jovem pode perceber que ela estava vazia, mas compreendeu que a “riqueza” era o encanto, o sonho, que simplesmente, significava: saudade.
Estou fazendo este comentário, porque lembrei de uma passagem que achei muito engraçada. Como gosto muito de futebol, certo dia estava ouvindo o jogo do meu figueirense, e quando este terminou, os jogadores foram entrevistados pelo locutor. Não deu outra... três jogadores e três caixinha de surpresa. Dizia um deles: - Futebol é uma caixinha de surpresa, se perde ou se ganha. E por aí a fora. Será que estas “caixinhas” eram para amenizar a dor da derrota, ou eram apaixonados por caixinha mesmo, que nem eu?
Nos tempos de infância se comprava na venda, caixinhas de surpresa, mas a “surpresa” era semprea mesma, um anelzinho com pedrinha colorida, amarradinho a uma bala.
E vocês! Já ganharam de presente alguma caixinha misteriosa?
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Montanha
às
14h04
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VENDE-SE
Muitas vezes não damos o devido valor aquilo que possuímos, ou somos ofuscados pelo seu próprio brilho, assim não conseguimos enxergar sua importância, ou mesmo pela nossa negligência, até que alguém resolva nos tomar. Digo isso porque, certa vez ouvindo um programa de rádio, determinado senhor fez um comentário a respeito da casa que ele tinha posto à venda e como era uma pessoa simples, de pouca instrução, pediu a um amigo com mais cultura para fazer o anúncio. Então o amigo colocou assim no jornal: - Vende-se uma morada aconchegante, com chácara de fazer inveja a qualquer Floresta Amazônia, onde os raios do sol cintilam por entre as árvores; ao amanhecer os passarinhos cantam alegremente, pulando de galho em galho; ali as cigarras se reúnem para anunciar a chegada do verão; o aroma das folhas assemelham-se aos mais sofisticados perfumes; o clarão da lua confunde-se com as gotas de orvalho; ao abrir as janelas, tenha a visão do paraíso, etc,etc. Porém somente ao ler o tal anúncio no dia seguinte, ele achou tão lindo que se deu conta do absurdo que estava fazendo, e chorou! Não havia percebido tanta beleza e o quanto era feliz no seu lar.
Só valorizamos nossos “bens” muitas vezes,quando estamos na eminência de perder ou já o perdermos.
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Montanha
às
20h21
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"MEU PAI, MEU HERÓI, MEU BANDIDO"
Que título mais sugestivo, na musica de Fabio Jr. Ela expressa a imagem daquele Pai, sério, carrancudo, mas com o coração de “manteiga”. É assim que lembro meu Pai; aquele personagem brabo, que me batia nas horas que eu merecia, por sinal merecia muito, pois eu era muito peralta e como tal, apanhava bastante, já que estava sempre aprontando algumas.
As vezes, me pergunto:... – Será que não apanhei além do normal? Mas, logo me vem a mente. – Foi a dose certa! Se assim não o fosse, eu não seria o que sou hoje, um chefe de família e que adora os filhos. Devemos sempre agradecer ao Pai Celestial, pela oportunidade de, entre tantos, estar aqui, aprendendo e nos aprimorando, pois creio que a vida é eterna, independente do plano físico ou espiritual, e o grande exemplo vem dos nossos pais, aqueles que nos colocaram no mundo e que dentro de suas possibilidades, nos ensinaram a “caminhar”, nos educaram, bem como não deixaram faltar comida nas nossas mesas. Por tudo isso, é que sou eternamente grato, àquele “velhinho” de 81 anos, Seu Lourival, como eu; e que ainda conserva sua lucidez, pois, embora culto, continua com o seu temperamento forte, teimoso, irreverente e contestador, mas que acima de tudo, ama seus filhos. Meu Pai, aquele que nos levava a pescaria, nos ensinava a andar de bicicleta, cuidar das criações: pato, galinha, cabrito, coelho, passarinho, rs. Aquele que um dia chegou em casa as correrias, com o rosto todo inchado, enxergando apenas por uma pequena cavidade nos olhos, pois suas abelhas haviam "detonado" sua mascara de proteção; aquele que cavou um poço e que quase chegou no "Japão" pois não tinha água; aquele que não era e nunca foi maluco, mas que um dia fez perfuração no solo de seu quintal, para encontrar petróleo. Verdadeiro sonhador! Como ainda, o é hoje. Meu Pai, meu Pai...quantas proezas! Que adorava ir à caça de tesouros com os filhos. Que engraçado! Não sabia ele, que o maior tesouro estava e está, em seu incomensurável coração.
Este é o meu Pai Herói!
Um beijo,Pai.
:: Postado por
Montanha
às
23h28
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ASSOMBRAÇÃO
Na crendice popular, há momentos absurdos e ao mesmo tempo, hilário, como por exemplo: dá azar passar por debaixo de uma escada; atropelar um gato preto; trazer o sapato sujo com areia de cemitério, e por aí a fora. Já que este mês, minhas estórias, tomaram rumo fantasmagóricos, porque, não sei! Assim sendo, aproveito esta inspiração, e passo a contar mais uma de minhas recordações: - Lembro-me de quando jovem, bancário, residente na bela cidade de Itajaí, conheci o Senhor Manoel. Tinha na época, mais ou menos a minha idade atual. Simpático, alegre, tinha uma voz rouca e empossada, profissão: coveiro! Estórias alusivas a sua profissão é que não faltava. Morava nas imediações do local de trabalho, que ficava entre duas ruas. Por este motivo, quando precisava deslocar-se de uma rua para outra, ele e sua família, atravessavam o próprio cemitério para encurtar caminho, não importando se era dia ou noite, pois aquele trajeto, por mais incrível que pareça, era lhes familiar. Ali, seu local de trabalho, a esposa leva cafezinho, ali suas crianças brincavam com as flores, colocavam-as, nos vasinhos ,etc. Certa noite, fim de semana, duas de suas filhas, resolveram sair para dançar, como de costume. Com o compromisso de que determinada hora, seu pai,
ia esperá-las no portão do cemitério, pois o local era escuro e tinha medo que alguém lhes fizessem algum mal. Foram! Dançaram, namoram, divertiram-se, até que chegou o momento de ir embora, conforme o combinado. Dois rapazes simpatizantes, que não conheciam bem o local, pois eram de outra cidade, ofereceram-se para acompanhar as garotas. Tal foi a surpresa, quando pararam no portão do cemitério e as moças disseram que moravam ali. Foi aquela festa! Riram bastante, levaram tudo na brincadeira, pois achavam que elas estavam caçoando deles. Quando de repente, na penumbra da noite, surge no portão, aquele senhor com voz cavernosa, dizendo: - Filhas..., entrem, que já está na hora de vir para a casa! Olha, foi aquela correria! Os moços saíram desatinados em disparada, sem mesmo olhar para traz, não dando tempo para explicação alguma. Pegaram o carro, e numa tremenda arrancada, pareciam piloto de fórmula 1.
Seu Maneca, entre uma “pinguinha” e outra, contava sobre aquele incidente, na maior gargalhada. Pois nunca foi esquecido pela família. Sempre era motivo de risos. Suas filhas já casadas. Claro que não era com nenhuma alma penada, mas com certeza, alguém muito corajoso, pois conviver com aqueles “vizinhos”. Pensem bem!
:: Postado por
Montanha
às
22h40
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