A GAROTA DO BAILE

Tem certas coisas que não dá para esquecer, né? Como por exemplo, um baile diferente.
- Certa vez, um amigo, Leandro, contou que fez uma viagem de negócios ao Mato Grosso do Sul, mais precisamente, na cidade de Mundo Novo, divisa com o Paraguai. Lá chegando, havia uma baita festa, já tradicional da região. Festa das nações! Barraquinhas prá todo lado, representando costumes e comidas típicas de diversos paises. Maravilhosa! Certa hora da noite o evento culminaria com um baile, o qual ele e o motorista não poderiam perder de jeito algum, já que não tinham nada a fazer num final de semana, à noite. Lá chegando, adquiriram uma mesa e passaram a observar o movimento, pois estavam em lugar estranho, e não queriam aventurar-se logo de início a dançar.A certa altura do baile, Leandro notou que em determinado lugar do salão, tinha uma moça, diga-se de passagem, bonita, que balançava a cabeça negativamente, a todo jovem que a convidava para dançar. Aquilo foi deixando-o, curioso. Resolveu enfrentar aquela parada, dizendo para o companheiro: - Olha, não danço muito bem, mas esta garota vai ter que dançar comigo! Ao que, o amigo, esboçando um sorriso enigmático, tipo Monalisa, duvidou. E foi! Ao abordar a moça, o que para surpresa dele mesmo, concordou. Talvez por ser alguém de fora. ou pelo seus “ lindos olhos”, não sei, mas aceitou. Porém, ao dirigir-se para a pista de dança, ele notou que a moça mancava, pois tinha uma perna mais curta que a outra. Coçou a cabeça, mas agora não dava mais para voltar atrás, encarou a difícil situação em que se metera. Ao iniciar os acordes da música, ele para acompanhar a parceira, tinha que falsear a perna em cada passo que davam. - Parecia cômico, contava..., mas não; era triste mesmo! E dessa forma dançaram até a música acabar. Só que ao levá-la de volta para a mesa, ele, que já se acostumara com o sobe e desce, sem notar, saiu também mancando da pista de dança. Ao que, o companheiro que a tudo observara, não se continha em risos, de tão engraçado que foi a cena.

Dançar, para quem não é do ramo, já é difícil. Imaginem numa situação como esta.

:: Postado por Montanha às 16h01
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GREVE


- O preço das passagens dos ônibus em Floripa, subiram, e o “pau comeu”! Os estudantes não deixaram por menos, pela sua própria impetuosidade e irreverência, o que é próprio da juventude, reagiram conforme achavam que exigia o caso, com quebra,quebra. Infelizmente, para o nosso patrimônio público. Mas será que seriam ouvidos? Teriam atenção, caso o movimento reivindicatório fosse pacífico e ordeiro como manda os bons costumes? Em nosso País, é tão difícil de tratar as coisas pacificamente, a começar pelas CPIS, que é justamente para resolver, o irresolvível.... Mau, né? Quão mau, também são os problemas que acabam em "pizza", já que nada acontece, e nós bobalhões, somos verdadeiras “vaquinhas de presépio”. Reclamar a quem?
E por falar em passagem, não posso deixar de contar uma, a qual não é a de ônibus, mas sim,do verbo passar, que aconteceu comigo:
- Minha filhota, Aninha, quando pequena, eu a levantava por cima da roleta, para não pagar passagem, pois a grana aqui em casa era, como ainda o é, curta, rs. O tempo foi passando e a menina continuava pequena, pois, não dava conta de que ela, embora não desenvolvesse tanto, já que sua estatura é baixa, a idade ia avançando. Ela “morria” de vergonha em sair comigo, e eu não sabia o porque, até que um dia, Nanica confidenciou que o motivo, era o “fenômeno” da roleta. Olha, como lamentei , coitadinha! “ O tempo passou na janela e só Carolina não viu”, pois já era uma mocinha e o pai, não notou. Hoje ela fica rindo de min, dizendo que a segurava pelo sovaco e levantava com tudo, sem ao menos ver a cara de irritação que ela fazia. Daria tudo para voltar ao tempo, e segurar aquela criança adorável, bem pertinho de min, e a levantar, mesmo pelo sovaco, como diz ela em tom de brincadeira.

Pai e mãe, são caso sério, né? Os filhos nunca crescem.

:: Postado por Montanha às 13h40
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MINHA NAMORADA...


 


Através de minhas postagens tenho aberto o coração para compartilhar com amigos fatos que, de certa forma, envolveram e envolvem nossa breve caminhada por este plano, reservado pelo Criador. É por isso que neste dia 12 de junho, tão especial, não posso deixar de mais uma vez confabular com estes mesmos amigos, e demonstrar a minha felicidade em família, bem como saudar a todos os casais enamorados, desejando muitas felicidades, assim como sou. Senão vejamos:

- Acho que de namorada entendo muito bem, pois há 39 anos namoro à mesma garota. Já pensou? Tinha na época 15 anos e ela 13.  Aprendemos o sabor doce e o amargo da vida, bem juntinhos, sendo que este duradouro convívio caracterizou-se por muitas marcas, dentre as quais, uma no nariz, ao tentar dar um “belo” mergulho, para mostrar as “habilidades” de um jovem apaixonado; outra no queixo, devido a um tombo, ao buscá-la para passear de bicicleta, e a mais marcante, no coração; esta ficou para sempre. Nanica era o apelido da personagem de um filme romântico da época.  Achei tão delicado que, desde então, passei a chamá-la assim. Fazíamos juras e promessas de amor à luz da lua, quer na cheia, minguante, nova ou crescente. Lua é que não faltava, tanto que culminou com uma baita lua de mel. Devido a minha pele morena, nossos filhos seriam chamados de rocôcos, ou seja, o nome de uma bala de chocolate muito saborosa que tinha aqui em Santa Catarina. Loucura, doce loucura, porém tivemos três rocôcos, maravilhosos: - Lawrence, Ana e Denise; graças a Deus.

Mas tudo tem sido “mar de rosas”? Se assim o fosse, não teria graça alguma, né? É claro que tivemos nossas briguinhas e desentendimentos, mas tudo para o bem de acertar e aparar as arestas.Se bem, que com uma pitadinha de cumplicidade, já que “após a tempestade vem a bonança”, aí é que a coisa fica boa. Com 19 anos fui embora para São Paulo; saudades, muitas saudades, cartas, cartas e mais cartas quilométricas, era um diário.  Porém não imaginávamos que cada selo dos envelopes, significava um “tijolinho” desta construção. Finalmente um emprego! Agora sim o sonho estava prestes de se realizar. Noivamos! Três anos depois, casamos. Nossa primeira casa era tão pequeninha que parecia casa de boneca; mas cabíamos dentro, isto é o que importava. Éramos felizes, como somos até agora. Dessa forma, quero homenagear aquela que há tantos anos, tem mostrado, a beleza e o valor da vida, através de carinho, compreensão, gestos e até mesmo um olhar, pois tudo isso vale mais que mil palavras para traduzir o idioma do amor.

 

Te amo, Nanica!

:: Postado por Montanha às 00h19
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COQUEIRO TERAPÊUTICO

Nos anos 60, com idade entre dezoito e dezenove anos, morei em São Paulo, mais precisamente no bairro Brooklyn Paulista, rua Joaquim Nabuco, onde fiz muitos amigos. Naquela época ainda existia o bondinho de Santo Amaro, que cruzava a referida rua, era o “último dos moicanos”, mas cheguei a ver. Estudante do Colégio Jabaquara, toda noite ao retornar da escola, dava uma passadinha no posto de gasolina, próximo ao AP onde morava, para bater um papo. Havia um senhor nordestino que trabalhava lá, do qual nunca esqueci, por um motivo interessante, ele não dizia que determinada coisa era boazinha, e sim, boinha. Andava com um radio de baixo do braço, o que era comum a quase todo nordestino que chegava em São Paulo. Podia esquecer a mala, mas o radio...jamais! Enquanto ouvíamos música na noite paulista, papeávamos. Certa vez ele contou que quando jovem , prestou serviço militar na ilha de Fernando de Noronha, o que era muito comum aos jovens daquela região. Além de reduto militar, a Vila dos Remédios servia como hospício para os doentes mentais, sendo que estes ficavam sob os cuidados dos militares, e como eles não sabiam diagnosticar se o maluco estava curado ou não, ordenavam que os doentes, aparentemente saudáveis, trepassem nos coqueiros, e após, gritavam: - Pode cair quem estiver maduro! - Olha “bichinho”, era um cai, cai! Cômico e triste ao mesmo tempo. Àquele que não se jogava, recebia alta e era mandado embora, porém, quanto aos demais.....enfermaria.

Sendo assim, justifica-se a frase: - De médico e de louco, todos temos um pouco!

:: Postado por Montanha às 00h01
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Lourival


Signo: Câncer
Local: São José
Religião: Espírita Kardecista
Lazer: Futebol
Cor: Azul Céu
Música: Emoções
Sentimento: Amizade
Livro: Papilon (uma lição de vida)
Filme: A vida é bela
Qualidade: Sinceridade, companheirismo
Defeito: Ciúme das coisas que gosto
Uma linda mulher: Nanica
Detesto: Mentira e falsidade
Gosto: Estar em família
Aprecio: Caráter
MSM: montanhasantana@hotmail.com

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