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EU E O GOVERNADOR
Quando criança, nossos professores são as primeiras referencias fora do lar, nos ensinam, nos educam, fazem nos ver o valor da natureza, plantando a primeira árvore no seu dia, aprendemos orgulhosamente a hastear a bandeira Nacional, e com isso o patriotismo, nos dão a conhecer nossos heróis históricos, fizemos pic-nic na semana da criança, expandindo assim nosso relacionamento social.Enfim são de grande importância na nossa formação. Passamos a adolescência, somos os donos do mundo, somos rebeldes e irreverentes, contestamos, protestamos, somos os “caras pintadas”, sonhando com uma sociedade melhor.
Nesse mundo de sonho, com 10 ou 11 anos, minha cidade recepcionou o governador do Estado. Festa, banda de música, bandeirinhas, desfile e tudo o mais.Aquele negócio de cidade pequena e seus valores, que atualmente só se vê falar através de livros. Então eu não poderia perder esta oportunidade de estar pertinho do chefe maior, de jeito nenhum! Tinha um cunhado fotógrafo jornalista credenciado pela Prefeitura, a acompanhar o Governador nas suas andanças. Também fui para carregar a “malinha” , só que em cada cerimônia de inaugurações que o governador participava naquele dia, eu me enfiava para sair na foto ao lado do homem, que por sinal colocava a mão sobre minha cabeça diversas vezes. Olha parecia um deputado ou coisa assim! “Xarope” medito em festa de gente grande, porém orgulhoso. Na semana seguinte ao revelar as fotos os pais de meu cunhado que eram os proprietários do atelier fotográfico mandaram me chamar e deram aquela bronca: - Aonde já se viu um pirralho, metido em todas as fotos, ao lado do Governador! Acho que minha presença em série, comprometeu o trabalho deles. Porém a culpa foi do cunhadão que me estimulava a aparecer. Se fosse hoje eu ia aproveitar o marketing e lançar minha candidatura. Rs. Resumindo: - Adorei ter participado do evento, aquele chefe de Estado Governador Celso Ramos, até hoje é meu ídolo, e se pudesse rever as fotos, que mal consegui ver naquele dia tempestuoso, adoraria!
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Montanha
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10h09
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A MORTE DO TOMÁZ
Lá pelos idos de 1965: - Meu Deus como estou velho! rs; - tinha o hábito de pescar, embora amadoristicamente; então na minha Laguna, litoral, pescávamos sobre o cais do porto, com coca de malha fina (arco suspenso por uma corda de nylon, preso a um cabo de madeira),própria para a pesca do camarão, e alí ficávamos noite adentro, até de madrugada, pois o crustáceo era atraído pelo foco de luz, ou seja, lamparina. É nesse clima que aparece o personagem da história, verídica, diga-se de passagem, que passo a contar: Tomáz! Na época um senhor de estatura baixa, franzino, usava óculos de “fundo de garrafa” ou seja, lentes fortíssimas! Era muito encrenqueiro, pois vivia brigando pelo melhor lugar da pescaria. Toda noite era aquela ladainha, chegava tarde e achava que o ponto era dele, porém em respeito a idade, acabava ficando com o melhor lugar mesmo. Certa noite todos entretidos com a pesca, quando pelas tantas, demos por falta do Tomáz.
- Sumiu! A coca, a bolsa de pesca, sua lamparina, tudo no seu devido lugar! Cadê o homem? Será que caiu n’água? Se caiu morreu, pois aquele local era muito fundo, atracava barcos enormes. Alarme total: - Morreu! Morreu! Tomáz caiu n’água e morreu! Porém o milagre era esperado: - Quem sabe deu uma saída para comprar cigarro e ninguém percebeu! Olha, amanheceu e nada do Tomáz! Alguém tinha que avisar a viúva. Foi aquele baixo astral. O homenzinho que “perturbava” a vida de tanta gente, foi “canonizado”ali mesmo. Clima de velório, tristeza na família, barco da marinha procurando o corpo no local, e nada. Já passava do meio dia, quando aconteceu o milagre. Seria miragem ou sei lá o que?... Não! Era o próprio, em carne e osso. Tinha passado a noite numa casa de jogos . A “viúva” inconsolável, quase deu uma surra no velhinho e disse que se ele chegasse um pouquinho mais tarde, iria ser enterrado de qualquer jeito. O assunto tomou conta da pequena cidade. O trágico, virou cômico, pois tinham que pagar as despesas de combustível da marinha, e da coroa de flores que a funerária havia preparado inclusive com o nome estampado: TOMÁZ. E nós com a maior cara de “tacho” por ter pago este mico. Porém levou um bom tempo para o velhinho perturbar nossas paciências novamente, que envergonhado ou de castigo, custou a aparecer pela região.
Vê bem, esta não é mais uma das histórias de pescador, hém!
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Montanha
às
21h23
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HEREDITARIEDADE
É quando a sua filha ou neta diz que no lixo da rua “tal”, tem uma cadeira para reformar que é a coisa mais linda! (que o Francesco não leia esta, senão estou “ralado”).
Acontece que visitar lojas de móveis usados, sebo, ou pegar coisas no lixo é comigo mesmo. Adoro! Ou seja, adoramos catar coisas úteis no lixo, pois reformamos, pintamos e ajeitamos de maneira que fique em plena condições de uso. Outro dia meu genro chegou aqui em casa contando que numa malharia ao lado da casa da mãe dele, tinham colocado sacos e mais sacos de retalhos no lixo. Olha fui lá na hora e peguei tudo, eram peças inteira pois a malharia estava fechando as portas. A Nanica que é costureira fez coisas linda, pergunte para a Aninha, outra catadeira! rs. E por falar em Nanica, esta é campeã, as vezes passamos de carro por determinado lugar, ela diz de repente: - pare, pare! Adivinhem porque? Lixo!
É uma cadeira de balanço, escrivaninha, objetos, etc.etc. Até os netinhos (as) já estão ficando “espertos”. O mais engraçado é que não temos vergonha alguma, vamos lá com a cara de pau, mais deslavada deste mundo e pegamos mesmo. Os parentes e vizinhos já conhecem a nossa “fama”, e quando tem alguma novidade aqui em casa, já vão perguntando: - É do lixo? Vê se pode, uma coisa desta?
Estou contando esta estória porque, nesta semana estava almoçando, quando toca o telefone... vou atender..., era Denise que tinha saído recém para trabalhar, e pelo celular: - Pai tem uma cômoda no lixo do seu Rubens (vizinho próximo), que é a coisa mais linda! Caí na gargalhada, pelo hábito estranho da prole; porém após o almoço, não deu outra, fui lá correndo. Olha, só não catei papelão ainda porque respeito os necessitados que vivem deste comércio e não são poucos.
Meus amigos blogueiros de São Paulo, New York, Rio de Janeiro, Madri, Mato Grosso, etc, etc; antes de colocar alguma coisa no lixo, pensem duas vezes, hém! Qualquer coisa me liga ou mandem E-mail. Rs.
É hereditário, ou não é?
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Montanha
às
23h06
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DIA DAS MÃES
Neste dia reporto-me ao passado, lembrando de quando pequeno, minha mãe pediu para que eu fosse na casa da vizinha e perguntasse, se no bolo que ela estava fazendo naquele momento, ia um tal ingrediente que não lembro agora. Fui! Quando cheguei na casa da dona Maria, esqueci o nome da coisa, parei..... ela atenta, esperando, joguei esta: - Dona Maria, a mãe perguntou se no bolo, também leva massa de tomate? Foi uma sonora gargalhada! Passou a mão carinhosamente sobre a minha cabeça e foi lá em casa ver o "enigmático" bolo.
Desde pequeno aprontando das minhas, né?
Também de criança.
Meu jovem amigo Daniel contou-me que sua filhinha de 3 aninhos estava ensaiando no quartinho trancada, a musica do dia das mães, que ia apresentar na creche. Colocou as bonecas sobre a cama e começou: - Mamãe, mamãe..........anda gente, cantem! Ele e sua esposa,escondidos atraz da porta não se conteram e sairam rindo baixinho.
Os filhos são as magias das mães, pois é próprio de uma “fada” este espetacular efeito. Um beijo minha mãe, outro para a mãe dos meus filhos (Nanica), mães dos meus netos e no coração das minhas amigas blogueiras, mãe do Nathan, mãe do Leo, mãe do Felipe, e para as mães de todos (as) vocês que se identificam como tal, pois a nossa sintonia é transcendental.
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Montanha
às
15h23
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DA LARANJA NÃO QUERO GOMO, NEM DO LIMÃO QUERO PEDAÇO....
Quando a Aninha formou-se em psicologia, as formandas contrataram uma empresa especializada, de Curitiba para fazer as fotos, combinaram preço, e que as fotos seriam escolhidas a gosto e tudo o mais. Após a cerimônia passou-se um mês, quando vieram entregar o tal álbum. Maravilhoso! Porém as fotos não podiam mais serem escolhidas conforme o combinado e o preço sofreria um aumento de 20% sob o previamente estabelecido, com a alegação de que havia concorrente na festa, ou seja, parentes batendo fotos, quando eles deveriam ser exclusivos. Olha a coisa “pegou fogo”, pois sabia-se que até fotos haviam rasgado na frente de outras clientes, pela não concordância com a tal imposição deles, e com ameaça de que se não concordassem também iriam rasgar as fotos da Ana. Foram embora com a promessa de que só voltariam mais uma vez para negociar. Quando chegou o tal dia, o sogro da Aninha (Ari), que tem uma casa construída sob altos muros, recepcionou o vendedor “caloteiro” e fechou o alto portão de aço. Agora é conosco! Pediu licença, foi na cozinha, pegou uma laranja e um facão semelhante aquele de cortador de cana. Voltou para a sala e começou a descascar a tal laranja. Convidou o moço para sentar e conversar sobre o preço das fotos. O rapaz tremia que nem vara verde, pois já não sabia, mas nem qual preço cobrar; fugir não dava, pois o portão estava fechado, vontade de chupar laranja, muito menos, mas que o tamanho da faca era grande, ah! Isto era. Conclusão: O rapaz pediu licença para telefonar a empresa e voltou a sorrir como bons amigos, aquele igual do pato Donald, não tem? E disse então que o preço anterior seria mantido. Bendita laranja!
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Montanha
às
12h55
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