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CASAMENTO DE MERDA
Desculpe-me pela agressividade do título, mas se não for assim, a estória perde muito do seu conteúdo, senão vejamos: - Alguns anos atráz as casas habitacionais feitas por cooperativas, como cohab, etc, tinham suas privadas no quintal, talvez para reduzir o custo, não sei, casinholas de madeiras colocadas sobre um buraco, sendo que estes buracos após estarem totalmente cheios, eram aterrados e passava-se a tal privada para o outro lado do quintal, geralmente lá no fundo, por causa do cheirinho. Bom!...., minha sogra tinha dois vizinhos, seu Nilo (Tinilo) e seu Prates (Pratinho). Na época era muito comum e chic andar de terno de linho branco e foi assim que os dois amigos se vestiram para ir a um casamento. Festa bonita, muita gente, música, doces, salgados, gravatas cortadas, buquê da noiva, tudo certinho, nada faltava, até que pelas tantas, após muita cerveja os dois amigos resolveram fazer xixi, mas como a privada estava ocupada, foram para o outro lado do quintal, e foi aí que aconteceu...., o buraco da patente tinha sido recentemente aterrado, e o "barro" ainda estava mole, os dois cairam no dito cujo, com merda até o gogó, o Tinilo mais alto estava atolado até o ombro, já o Pratinho batia no queixo, e dizia entre dentes: - Ti..ni..lo não te me..xe, pois do contrário a "m" ia bater no nariz. Já imaginaram quantos banhos de creolina tiveram que tomar, após os convidados os tirarem de lá, com aquele terninho antes impecável?
Olha, quando forem convidados para um casamento, não se esqueçam, deixem a roupa branca para a noiva, hém!
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Montanha
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13h28
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CHIMARRÃO
Embora não seja adepto a este costume, tenho um amigo, Everaldo, que, se não era, ficou sendo. Pois o hábito de tomar chimarrão é bem próprio do gaúcho, admiradores ou descendente espalhados por este Brasil afora, e no meu Estado notadamente na região planalta e oeste catarinense, é bem comum a prática desta tradição. Mas por falar em amigo, esta aconteceu na BR 282, precisamente na cidade de Lages. Dia lindo, céu azul celeste, campos verdejantes, paisagens envolventes, a ponto do motorista Everaldo, não perceber que estava numa velocidade acima da permitida para aquele local, quando um patrulheiro rodoviário encostou com sua viatura, fazendo sinal para que ele parasse. Estacionado, calmamente o Guarda perguntou: - "Amigo", aonde vai com tanta pressa, inclusíve arriscando vidas? Ao quê, de pronto o motorista respondeu: - Desculpe seu guarda, mas estou com um compromisso inadiável em Floripa e preciso chegar a tempo, por isso não percebí que estava em alta velocidade! - É...! desse jeito o amigo vai chegar a tempo mas, em "outro lugar", não é mesmo? Então, vamos dar um chego no posto rodoviário para bater um papo com o seu guarda, até que o amigo "refresque" um pouco a cabeça e não faça mais besteiras por ai!
Chegando lá, o "amigo" foi recepcionado com uma baita cuia de chimarrão, quase do tamanho de um balde, segundo ele próprio; Assustadora pelo tempo que ele levaria para solver àquele líquido. Porém, não parou por ai; Entre um conselho e outro, o seu guarda tornava a encher a dita cuja, várias vezes. Algumas horas se passaram, até que o seu guarda disse pausadamente: - Amigo, agora tu já podes seguir viagem e ir em paz por estas estradas, pois até aprendeu a tomar chimarrão e está bem calminho, mas não se esqueça, de quando passar por aqui novamente, trazer um pacotinho de erva mate, como presente para o seu guarda!
Que bela lição, não acham?
Se os amigos não gostam de chimarrão, então cuidado no trânsito, hém!
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Montanha
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14h06
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ANTIBIÓTICO OU ANTICONCEPCIONAL
Fazem 16 anos que aconteceu esta passagem. - Era noite, estavamos fazendo um churrasquinho aqui em casa, comemorando alguma coisa, aniversário ou...., sei lá o quê; parentes, amigos, maioneze, saladas e a deliciosa cervejinha como não poderia deixar de faltar, e para meu espanto, Nanica diz durante a festinha que a filha da vizinha tinha dado luz a um bebê. - Mas como? disse eu, nem namorado a menina tinha? Passaram-se, nove meses sem que soubessemos da gravidez, somos tão amigos e gostamos tanto da moça! Fiquei indignado, como se a filha fosse minha e fui logo dizendo: - É bom saber disso, porque assim que Aninha e Denise (minhas filhas), começarem a namorar, aqui em casa vai ser na base do antibiótico! A gargalhada foi geral, e eu já "meio alto", e movido a cerveja, sem noção do absurdo que estava falando, tornei a repetir: - Antibiótico não tem erro! A partir daí, é que a festa ficou animada, não sei se por causa do nascimento do bebê ou da minha "receita" do preventivo. Porque será, né?
- Hoje, aquele bebê, Laio, já tem 16 anos, um garoto alto,forte, bonito, e destemido, rs; de quem gostamos muito.
E quanto as minhas filhas...Aninha já está casada e ainda não tem filhos, acho que é por causa do antibiótico, rs.
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Montanha
às
15h30
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"EU SOU AQUELE PIERRÔ, QUE TE ABRAÇOU, QUE TE BEIJOU MEU AMOR"
Viva o carnaval, que fez parte da minha infância, adolescência e faz até hoje. Como era e é bom o namoro de carnaval, as efêmeras paixões que duravam até quarta feira de cinzas, com juras e promessas de amor eterno, aquele cheirinho inocente de lança perfume, a fragrância da saudade, confete e serpentina, os blocos da minha querida Laguna, bola preta e bola branca, rivalidade a toda prova no concurso de fantasias, cuja cidade se dividia na torcida pela mais bonita e as meninas adoravam ver seus "principes" fantasiados. Bom...,mas não posso deixar de contar também, o meu mico de carnaval, quando tudo ocorreu no bloco da pracinha, "bloco de sujo", onde todos participam. Nesse dia, eu e meus colegas depois de um churrasquinho, "umas e outras", vestiamos de mulher, uma espécie de "Vadinho, da dona flor", coitada da Nanica, éramos os donos da festa, pelo menos pensávamos assim. Neste dia, Nanica prendeu a cintura da saia com umas flores plásticas bem colorida, porém na medida que eu pulava atrás do trio eletrico, o plástico roçava e machucava a cintura, a ponto de irritar tanto que arranquei com tudo, conclusão, a saia caiu, e no meio da folia lá fui eu com a saia presa na cueca, caindo e eu levantando, estava "dormente", lá pelas tantas em meio o agito, com fome, embora "um pouco alto", entramos num restaurante da praia, e bem no meio do salão, adivinha o que aconteceu? A saia tornou a cair! Aplauso total, gargalhadas, zombarias, e o palhaço aqui, cheio de razão. O tempo passou e a saudade ficou, a lembrança dos colegas e da folia.
Bom carnaval a todos, porque mesmo discretamente eu vou fazer o meu.
"Hoje eu não quero sofrer, hoje eu não quero chorar, deixei a tristeza lá fora, mandei a saudade esperar". Beijos, beijos, beijos.
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Montanha
às
17h48
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